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5° Reunião Geral


Contextualizando...

Na nossa segunda reunião de janeiro, assistimos mais alguns vídeos de resenha sobre o livro O filho de mil homens, do escritor Valter Hugo Mãe. Foi um momento de mais aprendizagem, pudemos ver as diferentes interpretações a respeito da obra e notei pontos que ainda não tinha observado.

Além disso, demos continuidade ao estudo do tópico "Letramentos Sociais", e alguns pontos da discussão me chamaram bastante atenção.

CONTEXTUALIZANDO

O primeiro deles foi sobre a importância da contextualização, o ensino não deve ser totalmente descontextualizado, não podemos propor um conteúdo só porque está no livro didático, ele deve fazer sentido para o grupo. Não devemos dar só importância para aquilo que é da instituição, uma tarefa ou texto pedagógico, mas sim para forma como tudo isso é proposto.

Talvez ser pragmático na forma de ensinar não seja a opção mais adequada considerando que precisamos sim observar todos os prós e contras, os possíveis obstáculos e desafios que surgirão. Que tal observar e tentar entender como o aluno olha para realidade que o cerca? A partir daí podemos propor atividades mais coerentes, que chamem a atenção, que motivem, que inspirem.

Quando na escola recebemos uma lista de leituras obrigatórias, livros clássicos que serão cobrados na prova e no vestibular, muitas vezes pode parecer assustador e isso desmotiva o aluno, obras de Machado de Assis por exemplo, são colocadas em um alto patamar, nos fazem pensar que nunca iremos entender seus livros. De fato, muitos dos alunos não irão entender, de cara não vão gostar e vão pensar que literatura não é para eles. Tal fato não é de surpreender, porque se esses alunos nunca foram incentivados, durante o ensino fundamental, a conhecer o mundo da literatura, a ler um livro sequer, como chegarão ao ensino médio prontos e dispostos a ler os clássicos tão prestigiados?

A socialização é importante, acredito que se o professor não acolhe as particularidades da turma, provavelmente ele nunca será acolhido pelos alunos. E como instigá-los, como chamar a atenção de crianças ou jovens cansados, desanimados, que só querem que a aula acabe logo? Não deve ser obrigando-os a ler livros que não gostam ou pedindo que identifiquem o sujeito e predicado de uma oração em uma atividade que vai da letra A a Z. Antes de tudo, acho que uma boa estratégia seria entender e se adaptar a realidade do grupo, para assim encontrar formas de tornar uma atividade de sintaxe algo interessante e útil ou a leitura de um texto complexo algo intrigante e desafiador.

LÍNGUA X LINGUAGEM

Na reunião aprendemos também um pouco mais sobre a concepção de língua e linguagem, percebemos que o trabalho com os letramentos implica articulações. A língua é muito mais do que só um conjunto de normas, tratá-la dessa forma também pode assustar os alunos. Mas vê-la e mostrá-la como uma entidade social e política talvez soe mais interessante. 

É a língua que possibilita a comunicação, ela está em todos os lugares, graças a ela podemos socializar, interagir com o outro, expressar o que sentimos. Então é muito mais do que só gramática.

E a linguagem é essa capacidade que temos de compreender e desenvolver a língua. A linguagem é uma prática social.

CONCLUSÃO

Ademais, conhecemos um pouco sobre o que fala Brian Street, um dos principais teóricos do letramento. Foi recomendado que conhecêssemos seu trabalho já que em seus livros ele debate as práticas sociais da escrita.

Para "lição de casa", faremos uma atividade depois de analisar o filme brasileiro Xingu, que conta a história do encontro entre os irmãos Villa-Boas e os povos indígenas da região.

Em resumo, depois de todas essas informações que absorvi, levarei como lição a dica da nossa coordenadora: 

(Se) Pergunte primeiro: O que eles precisam e o que posso fazer?

E para finalizar, surgiu a seguinte questão: "O que é essa tal etnografia e por que está relacionada ao letramento?" Isso descobriremos mais para frente.

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